O procurador-geral da Flórida abriu uma investigação criminal contra o ChatGPT, da OpenAI, com base em mensagens trocadas entre o chatbot e o atirador que, em 2025, matou duas pessoas na Universidade Estadual da Flórida (FSU), em Tallahassee. A análise das mensagens sugere que o ChatGPT teria oferecido orientações ao suspeito antes do crime.
Promotores apontam que houve várias trocas de mensagens, incluindo perguntas sobre o poder de uma arma de curto alcance e sobre qual munição poderia ser usada. A comparação foi feita com possíveis condutas de homicídio caso a outra parte estivesse na tela. A investigação criminal foi anunciada originalmente em 9 de abril.
A vítima de abril de 2025 incluiu dois adultos mortos e seis feridos, entre eles ao menos um estudante, no tiroteio próximo ao centro de convivência estudantil da instituição. O campus da FSU abriga mais de 43 mil alunos, conforme dados oficiais.
Investigação criminal e civil
O atirador, Phoenix Ikner, tinha 20 anos à época e está preso, sob múltiplas acusações de homicídio e tentativa de homicídio, aguardando julgamento. Os promotores reuniram mensagens trocadas com o ChatGPT como parte das evidências.
Segundo o The New York Times, as mensagens foram obtidas por meio de um pedido de acesso a registros públicos e incluem perguntas do suspeito sobre como o país reagiria a um tiroteio na universidade e sobre o horário de maior movimento no centro de convivência.
A OpenAI informou que está colaborando com as autoridades e que não reconhece qualquer responsabilidade pelo incidente. Em nota, a empresa ressaltou que o ChatGPT forneceu respostas factuais a partir de informações disponíveis publicamente e não incentivou atividades ilegais.
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