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Aterros abertos e reformas falhas agravam o lixo urbano no Sri Lanka

Justiça Suprema determina despejo de Meethotamulla ilegal e viola direitos, destacando falhas na gestão de resíduos de Colombo

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Em Meethotamulla, o desabamento de 2017 transformou a comemoração do Ano Novo em tragédia. O acúmulo de lixo abriu uma cratera que soterraria casas e vitimaria dezenas de moradores, revelando falhas estruturais na gestão de resíduos.

Keerthirathna Perera, marido e pai, perdeu parte da família na catástrofe. Mortes, deslocamentos e o colapso de mais de 140 casas marcaram o episódio, que expôs a lenta resposta das autoridades frente ao lixo urbano.

A tragédia ocorreu em Colombo, na região de Meethotamulla, quando uma montanha de resíduos desabou sobre um bairro inteiro. O incidente evidenciou a existência de um sistema de descarte aberto e sem controle adequado.

Decisão judicial

Em 31 de março deste ano, a Suprema Corte julgou ilícito o depósito permanente de lixo em Meethotamulla e violação de direitos fundamentais. A avaliação aponta expansão irregular da área de despejo, de 0,8 para 7,3 hectares.

A corte também considerou que o desabamento poderia ter sido evitado, apontando negligência institucional. A decisão envolve a Colombo Municipal Council e autoridades responsáveis pela gestão de resíduos.

Contexto e planos

A Sri Lanka gera mais de 7 mil toneladas diárias de lixo, com apenas parte coletada. A região ocidental concentra grande parte da coleta, enquanto Colombo recebe cerca de 1,3 mil toneladas/dia.

O plano mestre da Western Province prevê o uso de Aruwakkalu, a 170 quilômetros, como solução de longo prazo. Projetos incluem usinas de compostagem, reciclagem e resíduos para energia.

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