Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Na China, a terra é do Estado e moradores podem ser realocados

Na China, a terra é propriedade do Estado; moradores recebem concessão de uso de até setenta anos e podem ser realocados para abrir espaço a grandes projetos

Lawrence Wen, chefe de cozinha — Foto: Reprodução/TV Globo
0:00
Carregando...
0:00

Na China, ninguém detém a propriedade definitiva da terra. O território é mantido pelo Estado e o usufruto de imóveis é concedido por períodos, como 70 anos, nos moldes do sistema vigente. A explicação aparece na série Entre Dois Mundos, da TV Fantástico, que analisa o tema.

O modelo influencia o desenvolvimento urbano: áreas inteiras podem ser demolidas para dar espaço a novas obras públicas ou privadas, com o governo definindo os desfechos. Moradores recebem indenização ou são realocados para imóveis indicados pela administração.

Na prática, moradores de áreas centrais costumam ter de deixar o bairro para que projetos avancem. Em Shanghai, por exemplo, mudanças são anunciadas pelo governo, com benefícios como imóveis mais amplos e infraestrutura moderna, mas também com deslocamento de famílias.

A história da senhora Wang e do filho, Lawrence, ilustra o processo. Eles viviam perto do centro de Shanghai e foram informados da demolição para a construção de novos empreendimentos. Aceitaram uma nova casa, localizada cerca de uma hora e meia de distância, com três quartos.

Lawrence afirma que a maioria aceita a mudança, vendo a realocação como chance de melhoria. Moradores destacam que os apartamentos novos costumam oferecer mais espaço e modernidade, o que atrai famílias em busca de qualidade de vida.

Entretanto, o reloco pode causar rupturas em vínculos de longa data. Wang lembra que idosos que moram há décadas no mesmo bairro mantêm relações com vizinhos e parentes que ficam para trás, tornando a transição emocionalmente pesada para alguns.

Esse modelo de planejamento permite andamento rápido de obras: com um único partido no poder, projetos de grande escala podem ser executados sem disputas políticas comuns em democracias. O resultado é urbanismo coordenado, porém com menor peso das vontades individuais.

Em Shanghai, o redesenho de quarteirões antigos para alçados modernos exemplifica a lógica de transformar bairros inteiros. A cidade se posiciona de forma contrastante frente a cidades com forte resistência a desapropriações, como Nova York, onde a propriedade privada enfrenta entraves judiciais.

Deslocamentos e reconstruções são apresentados como parte de uma estratégia de desenvolvimento urbano acelerado. O tema é acompanhado de debates sobre impactos sociais, econômicos e culturais da realocação de moradores, sem apoiar nem criticar a prática.

Caso haja interesse, a série Entre Dois Mundos oferece uma visão comparativa entre Shanghai e outras metrópoles, como Nova York, destacando diferenças em dinâmica de gestão de terras, tempos de obra e procedimentos de indenização.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais