Elon Musk relatou a um júri, na tarde de quarta-feira, que rompeu com os demais líderes da OpenAI por entender que o projeto, inicialmente voltado ao bem público, passou a visar ganhos financeiros. O empresário descreveu uma relação cada vez mais turbulenta com os cofundadores Sam Altman e Greg Brockman desde 2017, quando afirmou ter ficado desconfiado dos objetivos da parceria.
Segundo relatos apresentados na íntegra do segundo dia de testemunho, Musk explicou que o atrito começou a ganhar contornos em meio a divergências sobre o modelo de atuação da OpenAI, apontando para a percepção de que havia pressões para monetizar a tecnologia. O testemunho faz parte de um julgamento envolvendo a organização de pesquisa em inteligência artificial, em que Musk é parte interessada por históricos vínculos com a empresa.
A narrativa de Musk envolve detalhes sobre o que chamou de descompasso entre a missão pública da OpenAI e as motivações financeiras que, na visão dele, passaram a predominar entre Altman e Brockman. O empresário descreveu o fim da relação com os dois cofundadores como resultado de desacordos sobre a governança e o rumo estratégico da organização, conforme apresentado no contexto do processo.
A apresentação de testemunho ocorre em um momento de atenção ao debate sobre governança e financiamento de pesquisas em IA. Não foram divulgados, até o fechamento deste envio, desdobramentos adicionais sobre as implicações legais da discussão nem novas explicações oficiais da OpenAI sobre as divergências narradas.
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