World Liberty Financial, empresa de criptoativos cofundada por Donald Trump e seus filhos, entrou com ação de difamação contra o empreendedor Justin Sun em um tribunal da Flórida. A ação acusa Sun de promover uma campanha pública para prejudicar a reputação da companhia.
A ação também afirma que Sun transferiu tokens WLFI com direitos de voto para a Binance e que realizou operações de short selling, tentativa de queda no valor de mercado do token. Segundo o processo, tais ações teriam ocorrido antes da entrada pública do WLFI no mercado em setembro.
O conteúdo foi divulgado pela World Liberty em redes sociais, incluindo uma cópia do processo. O CEO da empresa, Zach Witkoff, afirma ter visto provas de que Sun sabia que suas acusações eram falsas, mas as fez para prejudicar os detentores de WLFI.
Sun respondeu à imprensa, classificando a ação como manobra de relações públicas sem mérito e afirmou que pretende derrotar o caso em court. A resposta foi publicada pela própria Sun em redes sociais.
Em abril, Sun já havia movido uma ação contra a World Liberty, dizendo que a empresa congelou tokens que ele havia adquirido. Ele alegou que a WLFI impediu a venda de seus tokens após serem negociáveis em 2025. A defesa afirma que a capacidade de congelar tokens já estava prevista nos termos de venda.
O WLFI teve uma valorização de cerca de 12% nas últimas 24 horas após o anúncio da ação, mas acumula retração de cerca de 72% desde o início das negociações em setembro. A participação de Sun, estimada em 4 bilhões de tokens, vale hoje aproximadamente 264 milhões de dólares.
A disputa entre Sun, conhecido como investidor de criptomoedas, e World Liberty representa uma mudança drástica na relação entre as partes. Sun havia apoiado o projeto no final de 2024 e início de 2025, adquirindo 45 milhões de dólares em tokens e atuando como consultor, conforme reportagens da Reuters.
World Liberty é apontada como a mais proeminente das empresas de cripto associadas aos Trump que gerem receitas relevantes, com análise da Reuters indicando que o grupo já lucrou mais de 1 bilhão de dólares com operações ligadas ao ecossistema. Os termos de venda do WLFI indicam que 75% da receita das vendas é destinada aos Trumps.
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