Nos últimos 12 meses, potências globais passaram a investir no setor de minerais críticos no Brasil, com foco na transição energética e na defesa. A operação envolve aquisição de ativos, acordos de pesquisa e joint ventures. O Brasil figura como ponto central desse movimento.
A compra da Serra Verde, em Goiás, por cerca de US$ 2,8 bilhões pela USA Rare Earth apareceu como marcante. Além disso, a DFC, ligada aos EUA, informou investimentos no Piauí voltados a cobalto, níquel e outros minerais para baterias. O governo americano relaciona a operação à segurança nacional, diante da concentração chinesa de terras raras.
Brasil e Alemanha firmaram, em abril de 2026, uma declaração de intenções em Hannover para cooperação em minerais críticos. O acordo prevê pesquisa conjunta, intercâmbio de cientistas e financiamento bilateral a projetos com implementação ainda em 2026, com foco em processos de extração mais eficientes.
Investimentos e parcerias estratégicas
A Rosatom, via uma subsidiária, firmou parceria com a NBEPar para formar a Nadina Minerals, com sede no Rio de Janeiro. A joint venture mira extração e processamento de minerais críticos, ampliando a presença russa no setor de energia nuclear e materiais estratégicos.
A Arabia Saudita, representada pela Ma’aden, anunciou, durante o Future Minerals Forum em Riade, aporte de 8 bilhões de reais para mapeamento geológico e pesquisa mineral no Brasil. O anúncio ocorreu em sessão com ministros e executivos do setor, sinalizando interesse de longo prazo.
A Better Gold Mining (BGM), ligada ao IBRAM, mantém campanhas de geofísica e sondagens em Capitão Gervásio Oliveira (PI), Niquelândia e Catalão (GO). As atividades seguem normas da ANM, com foco em áreas estratégicas para o país.
Contexto e perspectivas de mercado
Especialistas apontam demanda global por minerais críticos que pode crescer entre duas e quatro vezes até 2030, impulsionada por veículos elétricos e armazenamento de energia. O Brasil aparece entre os países com alto potencial de reservas estratégicas para atender esse cenário.
A BGM afirma que minerais críticos se encontram onde a geologia manda, destacando a importância de ciência e mapeamento. O cenário geopolítico aponta o Brasil como referência em suprimento de recursos para indústria de tecnologia e defesa.
No conjunto, as iniciativas ressaltam o papel do Brasil como polo estratégico para suprimentos de minerais críticos, com impactos possíveis sobre cadeias de produção e segurança energética nacionais.
Sobre a BGM
A BGM é uma junior company de pesquisa e exploração vinculada ao IBRAM, com projetos em áreas geológicas reconhecidas no Brasil.
Entre na conversa da comunidade