Friedrich Merz completou um ano no cargo de chanceler da Alemanha, líder da coalizão entre CDU/CSU e SPD. A posse ocorreu em 6 de maio de 2025, após uma derrota no Parlamento, que marcou o início de um governo difícil. O desempenho inicial foi cercado de dúvidas sobre a estabilidade da coalizão.
Uma pesquisa da Morning Consult aponta que apenas 19% dos alemães aprovam o trabalho do chanceler. A margem de rejeição é alta, com críticas a erros de comunicação, crises políticas internas e tensões com a administração americana. A gestão é associada a dificuldades econômicas e de defesa.
A percepção pública é de cansaço com a crise econômica e com a desindustrialização, além de pressões externas, como o conflito no Oriente Médio. A coalizão tem enfrentado atritos entre-se, o que intensifica a sensação de falta de direção comum.
Desafios internos e externos
Especialistas apontam lacunas de comunicação de Merz e dificuldades de liderança para enfrentar desafios estruturais na Alemanha. Crises internacionais e o impacto de tarifas e competição global ajudam a moldar o cenário político.
Analistas ressaltam que o governo precisa de uma visão clara para justificar medidas impopulares. A cautela de servidores e o equilíbrio entre as siglas dificultam decisões estratégicas em áreas como economia, imigração e previdência.
A oposição e o AfD aparecem como elementos que exploram a fragilidade percebida do blocos no poder. Mesmo assim, especialistas indicam que não há alternativa viável para a coalizão no momento, mantendo o governo à margem de um colapso.
Merz ainda enfrenta pressões para que melhore a comunicação com a população e alinhe políticas públicas a uma visão de longo prazo. A expectativa é de que medidas fiscais e de investimento sejam apresentadas com mais clareza e consistência.
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