O Reino Unido comunicou que houve um novo caso suspeito de hantavírus em um cidadão britânico na ilha de Tristão da Cunha, no Atlântico Sul. A informação foi divulgada pela UK Health Security Agency nesta sexta-feira, 8 de maio. A confirmação depende de exames em andamento.
As autoridades seguem com a busca por passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, que fez escala no local em 15 de abril, e por contatos próximos. Não há detalhes sobre a evolução do quadro clínico ou sobre a confirmação do diagnóstico.
Tristão da Cunha é o território ultramarino britânico mais remoto, parte de um arquipélago vulcânico. Em maio de 2026, o assentamento Edimburgo dos Sete Mares tinha cerca de 216 moradores, em grande parte descendentes de colonos do século XIX.
Contexto da ilha
A terra habitada fica a cerca de 2.400 km de Santa Helena e a 2.800 km da África do Sul. Não há pistas de pouso; o acesso é feito por mar, com navios partindo de Cidade do Cabo cerca de 10 vezes por ano. A economia local depende de agricultura de subsistência, pesca, venda de selos e moeda, além de turismo.
A comunidade mantém terras de propriedade coletiva e controle rígido de gado para preservar pastagens. Estrangeiros não podem comprar terras nem estabelecer-se permanentemente na ilha.
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