Asghar Farhadi, cineasta iraniano vencedor do Oscar, participou do Festival de Cannes para apresentar Parallel Tales, seu novo filme em francês. Em Cannes, ele criticou a guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e condenou as mortes de civis ocorridas no conflito e no movimento de protesto interno ao Irã. Farhadi chegou a comentar que, apesar da tensão, não há justificativa para tirar vidas.
Ao falar sobre os acontecimentos deste ano, o diretor disse ter visto dois “acontecimentos trágicos” que marcaram o contexto atual: a morte de civis durante ataques externos ao Irã e o que chamou de massacre de manifestantes dentro do próprio país. Ele destacou que qualquer assassinato é crime e não há justificativa para violência, em qualquer cenário.
Cannes e Parallel Tales
Farhadi chegou a Cannes vindo de Teerã na semana anterior. Em Paris, onde o filme em Paris se passa, o elenco é francês de alto nível e o enredo aborda temas de voyeurismo e arte. A produção recebeu críticas mistas de revistas especializadas, com avaliações que vão de desapontamento a descrições de ambiguidade.
O Festival de Cannes, que abriga a primeira exibição, ocorreu na cornija da crítica internacional. A obra foi alvo de análises que apontaram desvio de tom e fluidez narrativa, segundo publicações do setor. Mesmo diante das críticas, a presença de Farhadi em Cannes reitera o tom de posicionamento sobre crises humanitárias e censura no Irã.
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