Quatro mortos em ataque de drones da Ucrânia atingiram várias regiões da Rússia, incluindo a região de Moscou, na madrugada de domingo (17). Foi a maior ofensiva aérea na capital em mais de um ano, segundo autoridades russas. A defesa afirmou ter derrubado dezenas de drones durante a madrugada.
Na região de Moscou, três pessoas morreram. Em Khimki, ao norte, uma mulher perdeu a vida após a queda de uma casa. Em Pogorelki, no distrito de Mytishchi, dois homens faleceram. Várias estruturas residenciais e de infraestrutura ficaram danificadas.
A defesa aérea russa derrubou 81 drones que se dirigiam a Moscou desde a meia-noite, segundo a agência TASS, citando o prefeito Sergei Sobyanin. O prefeito informou que 12 pessoas ficaram feridas, principalmente perto da entrada da refinaria de Moscou, e que três casas foram danificadas.
Aeroportos russos relataram destroços de drones caindo na região de Moscou, sem causar danos. O aeroporto de Sheremetyevo, o maior do país, confirmou a queda de detritos na área, sem afetar operações.
Contorno internacional e respostas
Na sexta-feira (15), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu retaliação após um ataque que deixou 24 mortos em Kiev, incluindo três crianças. A ofensiva ocorreu logo após o fim de um cessar-fogo mediado pelos EUA.
Em pronunciamento, Zelensky afirmou que ações de resposta já haviam sido autorizadas, mencionando um ataque durante a madrugada a uma refinaria na cidade russa de Ryazan, que provocou grande incêndio, segundo militares ucranianos.
O Ministério da Defesa da Rússia informou que forças russas conduziram ataques massivos contra a Ucrânia entre os dias 12 e 15 de maio. Autoridades ucranianas afirmam que mais de 1.500 drones foram usados pela Rússia nesses embates.
Entre na conversa da comunidade