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Execuções no mundo atingem nível mais alto em 40 anos

Execuções globais atingem maior nível em mais de quatro décadas, com 2.707 casos em 2025, impulsionadas principalmente pelo Irã

Número de execuções registradas no Irã ocorre num momento em que as autoridades "intensificam o uso da pena de morte como ferramenta de repressão e controle político"
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O número global de execuções atingiu o maior nível em mais de 40 anos em 2025, segundo a Anistia Internacional. Ao menos 2.707 pessoas foram executadas após condenação, um aumento de 78% frente a 2024. O registro não inclui a China, que não divulga dados oficiais.

A organização aponta que o país asiático continua liderando as execuções, mas os números reais são desconhecidos. Além da China, governos de poucos países passaram a usar a pena de morte de forma mais intensa para manter o controle político e reprimir dissidência, segundo a ONG.

Principais dados do relatório

A Anistia compilou informações de fontes oficiais, decisões judiciais, famílias, imprensa e organizações da sociedade civil. Em 2025, 2.707 execuções foram registradas globalmente, excluindo aChina, com 2.159 delas no Irã. A entidade aponta que 54 países mantêm a pena de morte, e houve 2.334 novas sentenças no ano.

Segundo o estudo, 25.508 pessoas estavam sob sentença de morte no fim de 2025 e apenas 17 países realizaram execuções. Entre os métodos usados estavam decapitação, enforcamento, injeção letal, fuzilamento e asfixia por gás nitrogênio. Em muitos locais, há lacunas na publicação de dados.

Irã e Arábia Saudita

O Irã respondeu por cerca de 80% do total global, com ao menos 2.159 execuções. O aumento representa o nível mais alto do país em décadas e ocorreu mesmo após tensões regionais. A organização ressalta que o uso da pena de morte é aplicado para impor medo e punir opositores.

A Arábia Saudita também registrou alta, com pelo menos 356 execuções, muitas ligadas a crimes de drogas, superando o recorde anterior de 345 em 2024. O país é o segundo maior executor entre as nações que informam números, segundo o relatório.

Estados Unidos e América

Nos Estados Unidos, houve 47 execuções em 2025, o maior total desde 2009. A Flórida respondeu por 19 casos, quase a metade do total do país. Os EUA aparecem como o único país americano a realizar execuções em 2025, enquanto o total de pessoas no corredor da morte caiu devido a comutações e mortes naturais.

Progresso rumo à abolição

Apesar dos números elevados, a Anistia aponta sinais de avanço rumo à abolição. Ao fim de 2025, 113 países haviam abolido integralmente a pena de morte, frente a 16 em 1977. Reformas incluíram a abolição de crimes específicos no Vietnã e medidas em Gâmbia, Libéria e Nigéria para restringir o uso.

Governos e tribunais também atuaram para impedir expansões da pena de morte. Em Quirguistão, decisão constitucional freou a reintrodução; no Zimbábue, todas as sentenças existentes foram comutadas. O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que justiça requires instituições responsáveis sem recorrer a execuções.

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