O governo das Maldivas informou que os corpos de quatro mergulhadores italianos, que estavam desaparecidos desde a semana passada, foram recuperados hoje. O grupo tentava explorar cavernas a cerca de 50 metros de profundidade no mar próximo a Alimathaa, quando não retornou à superfície.
Três mergulhadores finlandeses, especializados em cavernas, apoiaram as operações de resgate. A DAN Europe descreveu em comunicado que a busca durou aproximadamente três horas e envolveu avaliação de condições biológicas e operacionais, com localização das vítimas ainda desaparecidas.
O sargento-mor Mohamed Mahudhee morreu no sábado durante as buscas, em descompressão. O incidente levou a interromper temporariamente as operações, que haviam sido dificultadas por condições climáticas e marítimas adversas.
Um corpo já havia sido recuperado na sexta-feira, 15. As mortes foram confirmadas na quinta-feira, 14, e o acidente é considerado o pior registrado nas Maldivas, segundo autoridades locais.
Sobre a operação e o local
A operação foi considerada de alto risco pelo governo, envolvendo áreas submarinas de acesso restrito. A caverna em questão é profunda, o que dificultou a entrada de mergulhadores experientes mesmo com equipamentos especializados.
Os mergulhadores atuaram em um sistema de cavernas subaquáticas, com monitoramento constante de condições ambientais. O objetivo era coletar informações para planejar as próximas fases da operação de resgate.
Identidades das vítimas
As vítimas são Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia; Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica; Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora; Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho; e Federico Gualtieri, instrutor e recém-formado em Biologia Marinha.
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