O Ebola voltou a preocupar a República Democrática do Congo (RDC) após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a epidemia como emergência de saúde pública de interesse internacional. O surto envolve a variedade Bundibugyo, rara e sem vacina aprovada, agravado pela região em conflito. O corpo de uma enfermeira foi um dos primeiros sinais detectados.
Os casos foram detectados em Ituri, com foco em Mongwalu, Rwampara e Bunia. A enfermaria de Bunia recebeu a paciente que desencadeou a transmissão, e a doença também apareceu em Goma, cidade de cerca de um milhão de habitantes sob controle rebelde. No total, houve óbitos de pessoas com ligação aos casos.
A primeira internação ocorreu em 24 de abril, data em que a enfermeira apresentou sintomas. O ministro da Saúde congolês confirmou a morte da profissional e informou que muitos casos se expandiram devido a funerais, que ampliaram o contato com pacientes falecidos. A contaminação também chegou a Uganda, com dois falecimentos em Kampala.
Situação atual e respostas
Autoridades enviaram equipes de saúde a Bunia com equipamento de proteção. A OMS e a Médicos Sem Fronteiras atuam em centros de tratamento e no planejamento da resposta. Foi disponibilizado o número 151 para reports de sintomas.
Medidas recomendadas à população incluem buscar atendimento rápido, evitar contato com corpos de pessoas mortas por Ebola e evitar carne crua, além de manter higiene e distanciamento social. Os governos locais discutem com aliados a coordenação de ações em áreas de fronteira.
Desafios adicionais
A rebelião na região de Goma complica a logística de resposta, pois o governo não negocia com grupos armados para certas ações de saúde. A África CDC alerta para alto risco de contágio nos países fronteiriços, como Uganda, Ruanda e Sudão do Sul, e trabalha em planos de cooperação regional.
Até o momento, não há vacina licenciada para Bundibugyo, nem tratamentos específicos aprovados. Pesquisas em andamento avaliam cupão de proteção com vacinas de outras espécies de Ebola, mas a efetividade é ainda incerta. A prioridade é interromper a transmissão e apoiar pacientes.
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