Quase 3 mil brasileiros tiveram a entrada negada na União Europeia em 2025, segundo dados oficiais do bloco. Ao todo, 2.910 barrados, sendo a maioria ao desembarcar em aeroportos da UE. Outros 180 ocorreram em fronteiras terrestres e 40 em fronteiras marítimas.
O Brasil ocupa o 12º lugar no ranking de países com mais cidadãos barrados nas fronteiras da UE, incluindo voos, linhas terrestres e marítimas. Mais da metade das recusas ocorreu em Portugal (750) e na Irlanda (725), onde há grandes comunidades brasileiras.
Em Portugal, os brasileiros foram a maioria entre os barrados. Na Irlanda, ficaram atrás apenas de albaneses. Eurostat aponta motivos como visto, comprovante de recursos, documentação irregular e listas de alerta de segurança.
Panorama por modalidade de fronteira
De modo geral, as rejeições na UE cresceram 7,1% em 2025, somando 132,6 mil barrados. Fronteiras terrestres externas correspondem a 53,9% dos casos, aéreas 43,1% e marítimas 3,0%.
Polônia, Croácia e Romênia tiveram os maiores números de recusas em fronteiras terrestres. França, Espanha e Alemanha lideraram nas aéreas, enquanto Itália teve mais entradas negadas por vias marítimas.
Detalhes por nacionalidade e razões
Entre as razões, destaca-se a falta de comprovação de recursos, visto irregular e uso de documentação falsa. Cerca de 1.085 brasileiros tiveram a estadia considerada injustificada. Outros 645 estavam com permissões falsas.
O bloco registrou 135,4 mil deportações em 2025, com brasileiros respondendo por 3.050 casos, ou 2% do total. A maior parte das detecções de indocumentados ocorreu na Alemanha (23,4%), seguida pela França (22,2%).
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