A ArcelorMittal não vai poder retomar a produção na maior usina siderúrgica da Ucrânia, que foi atingida por uma sequência de ataques com mísseis russos. O anúncio foi feito pela companhia nesta sexta-feira (25) e representa mais um prejuízo à economia ucraniana diante da intensificação da ofensiva aérea de Moscou.
O grupo, com sede em Luxemburgo, comunicou ao governo ucraniano que não tem condições de manter operações “seguras e sustentáveis” na unidade, situada no sudeste do país. Em cinco semanas, a usina foi alvo de quatro ataques, que provocaram a morte de cinco funcionários e danos de grande proporção.
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A interrupção agrava a situação da siderurgia ucraniana, setor estratégico responsável por 15% das exportações do país. A atividade já estava sob pressão por causa das investidas russas e das restrições impostas pela União Europeia, principal parceira comercial da Ucrânia.
“É com profundo pesar que concluímos que não podemos mais operar com segurança a ArcelorMittal Kryvyi Rih“, declarou em nota Mauro Longobardo, presidente-executivo da subsidiária.
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A escalada da guerra
Nos últimos meses, a Rússia ampliou os bombardeios em todo o território ucraniano com mísseis balísticos e drones a jato, armamentos que a defesa da Ucrânia não consegue interceptar por falta de recursos. Entre os alvos estão empresas, redes de logística, portos do Mar Negro e infraestrutura civil.
Nesta sexta, um menino de 14 anos morreu em um ataque com drone no centro de Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a ação como “absolutamente selvagem e repugnante”.
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Segundo Zelensky, outra investida deixou um morto em uma agência dos correios de Odessa, cidade portuária às margens do Mar Negro. Em Zaporizhzhia, no sudeste, uma clínica médica foi atingida enquanto havia pessoas no local.
Moscou nega ter mirado deliberadamente a população civil durante o conflito, iniciado com a invasão em larga escala da Ucrânia em 2022.
Dados divulgados nesta sexta pelas Nações Unidas mostram que a missão de monitoramento da organização no país contabilizou ao menos 200 civis mortos em setembro. De acordo com a ONU, os ataques também danificaram “casas, hospitais, lojas e locais de trabalho”.
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O Ministério da Defesa russo, por sua vez, declarou que suas tropas lançaram drones durante a madrugada contra instalações da indústria bélica ucraniana, centros logísticos e embarcações usadas pelos militares do país.
A Ucrânia também intensificou as ações em território russo, com foco em estruturas de defesa e energia e em grandes empresas de comércio eletrônico. O objetivo é reduzir as receitas de Moscou e enfraquecer o apoio à guerra.
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