O governo dos Estados Unidos indiciou o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, e mais cinco pessoas. A acusação envolve conspiração para assassinar cidadãos norte-americanos e destruição de aeronaves. O caso diz respeito a um ataque em 24 de fevereiro de 1996.
Segundo a acusação, Castro autorizou o ataque a dois aviões de passageiros do grupo Brothers to the Rescue, registrado nas águas entre Cuba e a Flórida. Quatro homens morreram, entre eles três cidadãos dos EUA.
A promotoria aponta que o ataque foi realizado com jatos MiG cubanos que dispararam mísseis contra as aeronaves Cessna, abatidas em território nas águas internacionais. As mortes ocorreram durante missões de busca de refugiados.
Raúl Castro, irmão de Fidel Castro, aparece como responsável pela autorização do ataque, conforme a denúncia. A prática foi associada a operações das forças cubanas naquele período.
A acusação formal foi apresentada em 20 de maio de 2026 pelo Departamento de Justiça dos EUA. O chefe do órgão, Todd Blanche, afirmou que o país perseguirá quem planejar ataques contra cidadãos norte-americanos, independentemente do tempo decorrido.
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