Equipes de resgate recuperaram, nesta quarta-feira, 20, os dois últimos corpos dos quatro mergulhadores italianos que morreram em uma expedição em uma caverna subaquática nas Maldivas. Os mergulhadores desapareceram na última quinta-feira, 14, durante exploração no Atol de Vaavu, a cerca de 60 metros de profundidade.
Os corpos de Muriel Oddenino e Giorgia Sommacal foram identificados pelo necrotério. Na segunda-feira, 19, já tinham sido encontrados os corpos de Monica Montefalcone e Federico Gualtieri. O instrutor Gianluca Benedetti foi localizado próximo à entrada da caverna no mesmo dia do sumiço.
Segundo o porta-voz presidencial Mohameed Hussain Shareef, a operação contou com três mergulhadores finlandeses especializados, com apoio da guarda costeira e da polícia local. A localização ocorreu em uma das áreas mais profundas da caverna, onde o grupo desaparecido foi visto pela última vez.
Condições do mergulho
As autoridades apontam que a profundidade atingida, em torno de 60 metros, excede o limite permitido para mergulho recreativo no país. As condições dentro da caverna foram descritas como desafiadoras, com correntes fortes, baixa visibilidade e terreno difícil.
As buscas chegaram a ser suspensas após a morte de um mergulhador militar das Maldivas durante uma tentativa de resgate. A causa da morte é objeto de investigação, com hipóteses de narcose por nitrogênio ou problemas de descompressão em profundidades elevadas.
Apoio técnico e perícia
A operação contou com a participação da Divers’ Alert Network Europe, que enviou mergulhadores especializados. A equipe utilizou rebreathers de circuito fechado, equipamento que recicla o ar expirado e permite mergulhos mais longos em ambientes de alto risco.
As autoridades destacaram que, embora a expedição tenha contado com autorização oficial, pelo menos dois mergulhadores mortos não constavam na lista inicial apresentada às autoridades. A investigação deve esclarecer as circunstâncias do incidente.
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