Airbus e Air France foram consideradas culpadas, nesta quarta-feira (20), por homicídio culposo corporativo no caso do voo AF447, que caiu em 2009 no Oceano Atlântico. O acidente deixou 228 mortos entre passageiros e tripulantes.
A decisão foi proferida por um tribunal de apelações de Paris após oito semanas de julgamento. As empresas receberam a multa máxima prevista para esse tipo de crime, de 225 mil euros cada, valor simbólico frente ao faturamento.
Aeronaves e companhias sempre negaram as acusações. Em 2023, a sentença de primeira instância havia absolvido as duas partes. Analistas devem esperar recursos, o que pode prolongar o desfecho judicial.
Contexto do caso
O AF447 caiu na noite de 31 de maio para 1º de junho de 2009, após partir do Rio de Janeiro com destino a Paris. A queda ocorreu no Atlântico, cerca de mil quilômetros da costa brasileira.
O tribunal indicou que a Airbus não ofereceu dispositivos com garantias de segurança suficientes, enquanto a Air France não ofereceu treinamento adequado aos pilotos. A investigação aponta falha no sistema de navegação que congelou, levando a informações incorretas.
No voo estavam 72 franceses, 58 brasileiros, 26 alemães e 41 de outras nacionalidades. Na operação de busca, 154 corpos foram localizados; 74 não foram encontrados.
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