Olga Tokarczuk, escritora polonesa ganhadora do Nobel de Literatura, gerou polêmica ao admitir o uso de inteligência artificial para auxiliar o processo criativo de seu próximo livro. A confissão ocorreu durante o festival Poznan Impact, na Polônia, em um painel sobre literatura contemporânea.
Durante a conversa, a autora afirmou ter adquirido um modelo avançado de linguagem para aprofundar o pensamento criativo, embora tenha destacado cautela diante das possíveis falhas da IA. Ela lembrou que o objetivo é ampliar a análise criativa sem abrir mão do controle humano.
A polêmica ganhou repercussão após trechos da entrevista serem compartilhados em redes sociais por um escritor. Em resposta, Tokarczuk enviou uma nota ao Literary Hub, esclarecendo o uso da IA e rebatendo interpretações incorretas sobre a autoria de sua obra.
Esclarecimentos oficiais
Na nota, Tokarczuk afirma que não escreveu o próximo romance com IA e que sempre escreveu sozinha ao longo de décadas. Ela descreve a IA apenas como ferramenta para acelerar pesquisas e checar informações, sem substituir o trabalho criativo humano.
Segundo a autora, as informações obtidas via IA devem ser verificadas pelos métodos tradicionais de leitura, biblioteca e análise de arquivos, como ocorre há muito tempo em seu processo de pesquisa.
Tokarczuk também reconhece que, em algumas ocasiões, sonhos inspiram ideias, ressaltando que tais inspirações são de sua autoria e sujeitas a avaliação de especialistas antes de qualquer uso literário.
Sobre a autora
Nascida em 1962, na Polônia, Tokarczuk tem formação em psicologia e atuou como terapeuta antes de se dedicar à literatura. Entre seus títulos recentes estão obras como Terra de Empusas, Correntes e A Alma Perdida.
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