Ricardo Magro, empresário ligado ao grupo Refit, passou a ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. A medida foi publicada após pedido da Polícia Federal na última sábado e tem como objetivo localizá-lo e permitir eventual prisão em países integrantes da organização.
A PF ainda não tem o paradeiro exato do empresário, que, segundo as investigações, vive fora do Brasil há pelo menos uma década. Há indícios de residência nos Estados Unidos e cidadania portuguesa, fatores que aumentam as dificuldades de localização e possível extradição.
O pedido de difusão internacional foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito da Operação Sem Refino. Moraes também autorizou mandado de prisão contra Magro e buscas contra Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro.
Investigação aponta fraude bilionária ligada ao setor de combustíveis, com estimativa de sonegação de cerca de R$ 52 bilhões. Magro é apontado pela PF como investigado por fraudes tributárias vinculadas à atuação do grupo Refit.
Relatos de investigadores indicam que Magro seria uma das principais figuras relacionadas a esquemas de evasão fiscal no país. A Polícia Federal ressalta que as estruturas investigadas visam reduzir artificialmente o recolhimento de tributos na área de combustíveis.
Contexto da operação
A ação integra a linha de apuração que envolve sonegação fiscal de grande porte e uso de mecanismos para ocultar patrimônio. A Difusão Vermelha permite a localização, detenção ou prisão provisória em outros países, conforme cooperação internacional.
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