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Pelicot no Hay Festival: superação após estupro e reconquista da confiança

No Hay Festival, Gisèle Pelicot descreve como encontrou o amor e reconstruiu a confiança após anos de violência sexual pelo ex-marido

Gisèle Pelicot appeared at the Hay festival to discuss her memoir A Hymn to Life.
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Gisèle Pelicot, 73, contou, em palco, como encontrou a possibilidade de amar de novo após sofrer violência sexual provocada pelo ex-marido na França. O caso envolveu também a participação de dezenas de homens ao longo de quase uma década.

No julgamento em que Dominique Pelicot foi condenado a 20 anos de prisão em 2024, Pelicot renunciou ao direito de anonimato. Ela relatou ter sido drogada, abusada e exposta a outros ataques quando inconsciente.

O depoimento ocorreu durante o Hay Festival, no País de Gales, onde Pelicot também falou sobre o livro memoirístico A Hymn to Life e sobre a recuperação após a violência. O público incluiu jornalistas e leitores.

Ela citou a coragem de confiar novamente em alguém e mencionou que, embora fosse improvável aos 73 anos, encontrou um novo parceiro, Jean-Loup Agopian, que a acompanhou no palco. Ela afirmou acreditar na possibilidade de convivência entre homens e mulheres.

Pelicit ressaltou a necessidade de a sociedade reconhecer a violência contra mulheres e disse que o tema atravessa fronteiras. A ativista afirmou que a história dela não se limita a um caso isolado, mas reflete um problema amplo.

A conversa também abordou investigações recentes ligadas a um site que facilitou abusos, incluindo casos envolvendo a filha da vítima. Autoridades investigam a plataforma Coco, que foi fechada em 2024 após vínculo com crimes graves.

Pelicit descreveu o episódio de sedação como extremo, lembrando a família preocupada com suas ligações e repetições de falas durante ligações. Ela disse ter demorado a decidir renunciar ao anonimato, diante da pressão de muitos réus.

A filha de Pelicot, Caroline Darian, também figura em ações legais contra Dominique Pelicot. Em meio ao processo, Pelicot elogiou o trabalho associativo da filha, que defende campanhas contra submissão química.

Para quem busca apoio, organizações de ajuda ao abuso sexual estão disponíveis no Reino Unido, EUA e outros países, com linhas de apoio e serviços informativos. Fonte de referência e orientação é destacada ao final, sem divulgação de contatos neste texto.

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