O governo do presidente Lula manteve a tese de soberania nacional como resposta ao fato de os Estados Unidos terem classificado as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida foi anunciada após encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump, que, segundo o senador, atendeu ao seu pedido de incluir as facções na lista de terroristas.
A nota oficial do Planalto, divulgada nesta sexta-feira, afirma que a intervenção externa não é aceitável e que a definição de crime cabe aos brasileiros. O texto sustenta que o Brasil combate o PCC, o CV e outras facções e que medidas unilaterais podem piorar o combate ao crime no país.
A repercussão política envolve a oposição e atores de dentro do governo, que tentam associar o tema a propostas de proteção da soberania. A situação ocorre em meio a críticas à gestão de segurança pública apresentada pelo Planalto.
Contexto
Flávio Bolsonaro divulgou, em rede social, ter pedido a Trump a classificação das facções como terroristas, e declarou que o governo norte-americano atendeu ao pedido. O entorno de Trump não confirmou oficialmente a informação.
O Planalto sustenta que a nota enviada aos EUA não implica menção direta a ações específicas, apenas reforça a posição brasileira sobre interferência externa e soberania. A comunicação também aponta efeitos econômicos possíveis de medidas unilaterais.
Desdobramentos
Analistas destacam dificuldade de divulgação do argumento de soberania diante de avaliações públicas sobre a atuação do governo no combate à criminalidade. A gestão Lula tem enfrentado críticas sobre segurança, o que complica o ganho de apoio entre eleitores.
O texto oficial ressalta que o Brasil mantém travado um combate permanente contra PCC e CV, enfatizando o papel das instituições, leis e forças de segurança. A avaliação de impacto político permanece incerta até o momento.
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