Em meio ao surto de Ebola na República Democrática do Congo, especialistas apontam conexão entre a doença e o consumo de animais selvagens. O governo congolês confirmou mais de 1.000 casos suspeitos desde 15 de maio, com pelo menos 220 mortes. A OMS analisa que a disseminação pode ser ainda maior do que a relatada.
Casos são associados a atividades de caça, abate e processamento de carne de animais infectados, segundo autoridades de saúde. Médicos destacam a importância da vigilância contínua e de medidas de saúde pública para reduzir o risco de transmissão entre humanos.
O surto foi declarado uma emergência de saúde pública de interesse internacional pela OMS em maio de 2026, com coordenação global necessária para conter o vírus. A OMS informou, em 27 de maio, que um paciente se recuperou e recebeu alta, retornando à comunidade.
Situação epidemiológica
Na prática, o vírus pode ser transmitido por contato próximo com fluidos corporais de pacientes doentes ou falecidos. Profissionais de saúde sem proteção adequada permanecem entre os grupos mais vulneráveis, especialmente em pontos de atendimento.
Especialistas ressaltam que a transmissão interespécies ocorre quando há manejo de carne de animais selvagens, o que reforça a necessidade de estratégias integradas de saúde única para controlar surtos virais, considerando a interação entre pessoas, animais e ambiente.
Impacto social e vigilância
No Congo, embora haja proibição de caça de animais selvagens ameaçados, o comércio e a caça ilegal persistem. Consumidores dependem da carne selvagem como proteína, o que complica as ações de contenção. A resposta envolve monitoramento de mercados e campanhas de educação sanitária.
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