O advogado Ravi Naik afirmou que a decisão judicial que obrigou Sarah Wynn-Williams a permanecer em silêncio durante a participação no Hay Festival também se aplica a ele e a seus “agentes”. A alegação envolve a promoção do livro Careless People, best-seller da ex-operária da Meta, e a possibilidade de declarar qualquer coisa considerada difamatória pela empresa.
Wynn-Williams foi obrigada a ficar muda no palco durante a conversa no Hay, na última semana, por causa de uma tutela arbitral provisória. Segundo Naik, a norma impede que a autora e seus representantes promovam o livro ou façam críticas à Meta sem enfrentar sanções. A disputa envolve ações legais movidas nos EUA e possíveis repercussões no Reino Unido.
Contexto da disputa
A Meta sustenta que o livro contém alegações falsas e difamatórias sobre a companhia e seus executivos, incluindo acusações de assédio. A autora alega ter sido pressionada a testemunhar de forma crítica à empresa e mencionou, em audiências anteriores, que houve cooperação com censura na China, o que a Meta nega.
Reações e próximos passos
Naik afirmou que a Meta não tratou o tema como mera hipótese, indicando que pode buscar sanções adicionais caso Wynn-Williams promova o livro ou critique a empresa na imprensa. A empresa também indicou que pretende fazer cumprir a decisão arbitral por vias legais, possivelmente através de tribunais britânicos. A audiência no Hay contou com Carole Cadwalladr e Tim Wu, em conversa previamente marcada.
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