Oito mortos em ataques israelenses no sul do Líbano foram contabilizados pelo Ministério da Saúde Pública do Líbano nesta quarta-feira (3). As ofensivas ocorreram em Housh, no distrito de Tiro, e Shahour, com um atentado atingindo uma ambulância da Associação de Escoteiros al-Risala. Entre as vítimas estão quatro cidadãos sírios e dois palestinos.
Segundo o centro de operações de emergência, o ataque aéreo em Housh vitimou seis pessoas, todas em território libanês. Em Shahour, a explosão que atingiu a ambulância provocou a morte de dois paramédicos e feriu gravemente um terceiro, que recebeu atendimento médico emergencial.
O Ministério da Saúde denunciou o ataque à ambulância como desumano e bárbaro, afirmando tratar-se de uma violação do direito internacional humanitário que protege profissionais de saúde. O órgão pediu atenção da comunidade internacional para impedir violações repetidas e homenageou os socorristas que continuam atuando sob bombardeios.
Contexto diplomático e desdobramentos
As ofensivas ocorrem em meio a negociações entre representantes de Israel e do Líbano em Washington, nos EUA, que devem seguir nesta quarta-feira após avanços relatados pelo Departamento de Estado. O porta-voz Tommy Pigott destacou progresso nas vias política e de segurança, com objetivo de um acordo abrangente que restaure a soberania libanesa e garanta a segurança de Israel.
As negociações ocorrem num ambiente de tensões entre Israel e o Hezbollah, além da possibilidade de escalada sob o governo de Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro de Israel havia afirmado, na segunda-feira, que as Forças Armadas seguiriam atacando o sul do Líbano conforme planejamento, após declarações de Trump sobre Beirute.
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