O-relatório anual da ONU aponta quase 10 mil casos de violência sexual contra mulheres em situações de conflito no último ano, mais que o dobro do registrado no ano anterior, em 21 países da África, Oriente Médio, Europa e Caribe. A constatação revela a extensão da violência em cenários de guerra.
A representante especial do conselho da ONU para o tema afirma que os números devem ser entendidos como indicativo de um padrão mais amplo, com violações frequentemente invisíveis e subnotificadas.
Além de estupro, o documento registra escravidão sexual, casamento forçado, tráfico e rapto entre as formas de violência utilizadas em conflitos armados.
Dados do relatório
Civis são as principais vítimas desde a Segunda Guerra Mundial, tendência que se mantém. A violência sexual aparece entre as violações mais repetidas em guerras em todo o mundo.
Há relatos de que alguns violadores são militares de países terceiros que integram forças de paz da ONU, incluindo casos envolvendo militares brasileiros no Haiti.
Contexto histórico e institucional
Historicamente, relatos de violência sexual em guerras remontam a Antiguidade, repetindo padrões de dominação sobre mulheres de territórios vencidos.
Especialistas apontam que o problema está ligado a estruturas patriarcais profundas na sociedade. O combate exige ações penais e também mudanças culturais amplas.
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