John Bolton, ex-assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, se declarou culpado de manter informações sigilosas em um diário pessoal. O acordo com promotores federais ocorreu nesta quinta-feira, 4 de junho de 2026.
A operação envolve uma única acusação e prevê pena de até 60 meses de prisão. Além disso, Bolton deverá pagar uma multa de 2,25 milhões de dólares. Ele passa a colaborar com a acusação a partir de agora.
O Tribunal Federal de Maryland marcou audiência para 26 de junho, para formalizar a mudança de estratégia de defesa e o acordo. Bolton já havia se declarado inocente em outubro de 2025, após ser indiciado pelo grande júri em Greenbelt, nos arredores de Washington.
Detalhes do acordo
A Justiça sustenta que o ex-assessor abusou de sua posição ao expor mais de 1.000 páginas de documentos confidenciais. O material era mantido em seu diário e disponibilizado à esposa e à filha, que não tinham credenciais de segurança.
Bolton atuou no primeiro governo de Donald Trump e, desde a saída, tornou-se um crítico da gestão. Ele é a terceira figura de oposição a Trump a ser indiciada pela Justiça federal desde janeiro de 2025.
Contexto e desdobramentos
Outros alvos de investigações são o ex-diretor do FBI James Comey e a procuradora-geral do Estado de Nova York, Letitia James. A Justiça não informou novas datas de audiência para esses casos neste momento.
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