O Senado dos Estados Unidos foi palco, na quinta-feira, de uma disputa sobre um fundo de US$ 1,8 bilhão destinado a pagar apoiadores de Donald Trump ligados ao 6 de janeiro. A proposta, apresentada por democratas, visava bloquear as parcelas e impedir o uso de verbas para esse fim. A votação ficou acirrada e terminou com 49 a favor, 50 contra.
Três senadores republicanos, considerados alvos estratégicos nas eleições de meio de mandato, votaram com os democratas para sustentar a medida. Mesmo assim, o mínimo necessário para a aprovação não foi alcançado, evidenciando dissidência interna no próprio partido de Trump.
Apesar da derrota da emenda, a discussão não chega ao fim no Congresso. A oposição planeja reacender o debate, enquanto o assunto complica o alinhamento entre republicanos e democratas sobre financiamento a agências de controle migratório, como ICE e CBP, sob políticas de firmeza de fronteiras.
Senado e o impasse sobre o fundo
Entre os apoiadores da emenda, Susan Collins, Dan Sullivan e Jon Husted defenderam a medida, em meio a sondagens que apontam dificuldades eleitorais para alguns deles. O tema já gerou controvérsia interna e testou o apoio a políticas duras de imigração defendidas por Trump.
Outros destaques do dia
Pelo lado jurídico, Pam Bondi afirmou que Todd Blanche coordenou a liberação de documentos ligados ao caso Epstein, em relatos ao Congresso. Trump também sugeriu que Bill Pulte assuma temporariamente o papel de chefe de inteligência, para investigar supostas fraudes eleitorais, o que foi apresentado como atuação provisória.
Em outros focos, estados governados por democratas ingressaram com ação para bloquear limites de empréstimos estudantis da administração Trump, alega-se que isso afeta enfermagem e serviços de saúde. Além disso, a corrida para governar a Califórnia permanece marcada por contagem de votos e indefinição, com resultados ainda pendentes.
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