O governo dos Estados Unidos ampliou as sanções contra Cuba nesta quinta-feira, 4, atingindo o presidente Miguel Díaz-Canel e membros da família Castro, além de integrantes do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias. As medidas congelaram bens nos EUA e proibiram negociações com as pessoas e entidades sancionadas, fortalecendo o bloqueio já existente.
Além do presidente, entraram na lista sancionados o filho de Raúl Castro, um neto do ex-líder que participa de decisões estratégicas, a esposa de Díaz-Canel, Lis Cuesta, e o filho do chefe de Estado. O objetivo declarado é endurecer o clima de confronto entre os dois países, conforme explicou o Departamento do Tesouro.
A lista também inclui o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias e funcionários ligados aos serviços de inteligência cubanos, já alvo de sanções anteriores. Autores da política econômica cubana, como o GAESA – grupo empresarial controlado pelos militares – enfrentam ações adicionais de Washington, que visam enfraquecer o poder econômico do regime.
Novas sanções e impacto econômico
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as entidades sancionadas lideram ou financiam movimentos revolucionários no exterior e ajudam a manter o controle econômico do regime. O texto aponta ainda para o enfraquecimento de parcerias estrangeiras do GAESA nos últimos meses.
Relatos de imprensa indicam que, diante das sanções, grupos hoteleiros internacionais desligaram-se de operações ligadas a estabelecimentos cubanos, afetando pagamentos com Visa e Mastercard no país. A medida busca reduzir a capacidade do regime de financiar seu funcionamento.
Reação de Trump e relação com o Irã
Nos EUA, o ex-presidente Donald Trump sinalizou manter o foco na política externa regional, afirmando que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional e que pretende adotar medidas para reorganizar a ilha. Em seu comentário, Trump sugeriu que o país poderia ser melhor administrado, mencionando ainda prioridades relacionadas à República Islâmica do Irã.
O editorial oficial do governo cubano reconheceu as sanções, mantendo, no entanto, um tom de resistência. Por meio de declarações públicas, Díaz-Canel reiterou que o regime enfrentará o que chamou de agressões com firmeza, enquanto o governo americano reforçou a determinação de pressionar Havana.
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