Uma juíza da Colômbia derrubou nesta quinta-feira a ordem que impedia Abelardo de la Espriella de usar a camisa da seleção em atos de campanha. A medida foi suspensa em meio ao início da Copa do Mundo no México e a dez dias do segundo turno das eleições presidenciais, em que Espriella disputa contra Iván Cepeda, aliado de Gustavo Petro.
A decisão anterior partiu de uma queixa de Wilman Ramiro Bocanegra Calderón, que alegou discriminação com o uso da camisa por Espriella. A campanha do candidato havia recorrido para evitar a associação entre símbolos nacionais e a candidatura. A defesa alegou incerteza jurídica sobre o alcance da proibição.
Segundo a magistrada que revisou o caso, interpretar que a camisa tem função única é falho, e a dúvida sobre o alcance da proibição pode gerar insegurança jurídica. A nova decisão, no entanto, não impede a continuidade de discursos que já vinham ocorrendo.
Situação legal
Apesar da mudança, Espriella manteve o uso de itens com símbolos nacionais em entrevistas, redes sociais e eventos. A narrativa de defesa diante das regras foi apresentar a camisa como parte de uma identidade popular, não de apoio explícito a um candidato.
A Justiça colombiana ainda analisa outra determinação que exigia a retirada de símbolos pátrios da campanha, incluindo bandeira, escudo e o slogan. A medida visava preservar a neutralidade entre candidatos, segundo o tribunal.
Reação e perspectiva
Seguidores do candidato destacaram o apoio popular ao movimento, associando o uso da camisa a um sentimento de pertencimento nacional. O discurso de Espriella tem sido alinhado com uma mensagem de resistência e defesa da pátria.
A campanha afirmou que a participação de eleitores com camisetas e publicações é parte da mobilização cívica, retratando o processo como uma expressão de liberdade. A situação permanece sob avaliação judicial enquanto o pleito se aproxima.
Entre na conversa da comunidade