The strike do grupo americano contra o petróleo MT Settebello, no Golfo de Omã, deixou três marinheiros indianos mortos nesta semana. A ofensiva faz parte de ações para impor bloqueio a embarcações associadas ao Irã, segundo o governo dos EUA, que afirma que o navio ignorou alertas e transportava petróleo iraniano. Várias pessoas foram resgatadas entre a tripulação.
Patnala Suresh, engenheiro-chefe do navio, estava na mira de celebrar 15 anos de casamento neste mês. A esposa, Patnala Bhargavi, relata que ele prometeu voltar em breve e que jamais imaginou o retorno trágico. A família aguarda o corpo para o retorno à Índia.
Aditya Sharma, de 23 anos, e Shivanand Chaurasia, de 35, também morreram no ataque. As famílias em Himachal Pradesh e Uttar Pradesh aguardam informações oficiais sobre as circunstâncias e a devolução dos corpos.
Contexto e respostas oficiais
O Ministério de Transportes da Índia descreveu a morte dos marinheiros como uma perda profunda para a comunidade marítima e informou que trabalha para repatriar os corpos. O governo indiano protestou formalmente, convocando um diplomata dos EUA e pedindo o fim de ataques a embarcações comerciais na região.
Para Bhargavi, o luto se sobrepõe à política externa; ela relembra a última conversa com Suresh, na qual ele dizia que voltaria com segurança e que comemorariam o aniversário. A família depende financeiramente dele, o que preocupa quanto à educação das crianças.
Outras famílias expressaram dúvidas sobre as circunstâncias do ataque, questionando por que alguns tripulantes foram resgatados enquanto os três não tiveram chances de sobrevivência. A sirene de incerteza persiste enquanto aguardam informações oficiais.
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