A operação Rota do Norte mira a organização venezuelana Tren de Aragua. agentes cumpriram mandados em seis estados, com foco em desarticular os braços operacional e financeiro da facção, considerada uma das mais perigosas da região. 25 prisões preventivas foram decretadas e mais de 30 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
A ação ocorreu nesta terça-feira nos estados de Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Conforme a Polícia Civil de Roraima, as investigações apontam que o Tren de Aragua fornece armas de grosso calibre para facções brasileiras, incluindo fuzis, metralhadoras .50 e lança-granadas.
Segundo as autoridades, a rede criminosa brasileira envolve atividades como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas. A operação envolveu policiais civis, integrantes da Renorcrim e equipes do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Liderança e desdobramentos internacionais
Na última sexta-feira, Estados Unidos e Venezuela anunciaram a neutralização de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o Niño Guerrero, apontado como líder da facção. A operação foi descrita como ataque rápido e letal pelo comando militar americano.
A Venezuela confirmou a ação em Bolívar e informou a neutralização durante confrontos. Guerrero era reconhecido como responsável pela expansão internacional do Tren de Aragua, que ganhou alcance em vários países desde 2018.
O Tren de Aragua surgiu em 2014, associada ao controle de obras e prisões na Venezuela. A facção se expandiu para Colômbia, Brasil e outros países, com atuação em extorsão, tráfico de migrantes e atividades correlatas, mantendo estruturas complexas em presídios e territórios controlados.
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