O Supremo Tribunal da Espanha condenou José Luis Ábalos, ex-ministro dos Transportes, a 24 anos e 3 meses de prisão por irregularidades na compra de máscaras durante a pandemia e por contratos irregulares em empresas públicas. O veredito foi anunciado na segunda-feira, 22, por unanimidade.
Ábalos atuou ao lado do ex-assessor Koldo García e do comissionista Víctor de Aldama, todos julgados pelo esquema envolvendo compras de máscaras. García recebeu 19 anos de prisão; Aldama, condenado a 4 anos e meio, teve a pena suspensa após confessar pagamento de propinas.
Aldama colaborou com a Justiça, alegando que Ábalos e García cobraram propinas para favorecer contratos de máscaras. A suspensão da pena inclui cumprimento de condições como relatório semestral, trabalhos comunitários e não cometer novos crimes.
Segundo a Procuradoria, o caso envolveu organização criminosa, suborno, peculato e tráfico de influência e aponta para danos à confiança pública no sistema político. Ábalos era figura de confiança de Sánchez e integrante do PSOE.
O processo se soma a investigações anteriores envolvendo o PSOE, com ações na sede do partido em Madri. Em maio, a Guarda Civil executou buscas relacionadas a supostas irregularidades em atividades de ex-militantes do partido.
Além disso, a Justiça espanhola informou que Begoña Gómez, esposa do premiê, será julgada por acusações de tráfico de influência. Também há investigações envolvendo José Luis Rodríguez Zapatero, ex-primeiro-ministro, abertas neste ano.
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