Na Europa, ondas de calor extremas provocaram medidas excepcionais em várias áreas. O calor afeta transporte, educação e serviços públicos, com previsões de temperaturas acima de 40°C em várias regiões, até o fim da semana.
Na Espanha, partes do sul e do norte enfrentam alerta de perigo extraordinário, com previsão de até 44°C. Em algumas cidades, autoridades orientam redobrar cuidados com populações vulneráveis, consumo de água e evitar esforço físico nas horas mais quentes.
Na Itália, o Ministério da Saúde activou alerta vermelho em 15 cidades, incluindo Milão e Roma. Grandes cortes no fornecimento de energia elétrica foram registrados devido ao aumento no uso de ar-condicionado.
Medidas em vigor e impactos
Na França, a noite mais quente desde 1947 levou ao fechamento de mais de 1.350 escolas entre segunda e terça-feira. Cem mil pequenos eventos foram cancelados, com 50 departamentos em alerta vermelho. Trens sofreram interrupções, incluindo trajeto Paris-Bruxelas.
No Reino Unido, dezenas de escolas encerraram atividades mais cedo e algumas permaneceram fechadas. Temperaturas podem chegar a 40°C no centro e sul, elevando a pressão sobre a rede ferroviária, com recomendações para viagens apenas quando estritamente necessário.
A Alemanha registrou mortes de banhistas no fim de semana, conforme a polícia informou na segunda-feira. Organizações meteorológicas apontam que o episódio pode durar até o fim da semana, com previsões de novas temperaturas recordes.
Contexto e cenário regional
Especialistas ligam as ondas de calor ao aquecimento global, projetando maior frequência e duração de eventos similares. A Organização Meteorológica Mundial aponta que a Europa aquece acima da média global, elevando o risco de episódios prolongados.
Em Madrid, abrigo climático foi aberto para moradores vulneráveis, oferecendo ambiente refrigerado, alimentação e descanso. Na Itália e no Reino Unido, frentes de tempestades são esperadas, com potencial de chuvas intensas, ventos fortes e granizo.
A OMS Europeia ressaltou que, nos últimos quatro anos, mais de 200 mil mortes na região ocorreram por causas relacionadas ao calor, muitas delas evitáveis com medidas preventivas e infraestrutura adequada.
Entre na conversa da comunidade