O Unicef estima que os terremotos na Venezuela, ocorridos em 24 de junho, deixaram 1,8 milhão de pessoas vulneráveis, entre elas 680 mil crianças que demandam ajuda humanitária. Os tremores foram os mais fortes no país em 100 anos.
O primeiro avião do Unicef chegou a Valencia, próximo a Caracas, no sábado (27/jun/2026), levando 20 toneladas de medicamentos, insumos e itens de saneamento. Um segundo carregamento, vindo de Copenhague, deve chegar em breve.
Análises preliminares por imagens de satélite indicam que cerca de um terço dos edifícios de Catia La Mar, no estado de La Guaira, foi danificado. O balanço oficial aponta 1.430 mortes, 3.200 feridos e 3.000 desabrigados até a noite de sábado.
Hospitais em La Guaira, Carabobo, Aragua, Falcón e no Distrito Capital operam acima da capacidade, com riscos para atendimento de crianças e gestantes. No Distrito, 432 escolas foram atingidas, representando mais de um terço das unidades da região.
O governo venezuelano utiliza escolas preservadas como abrigos temporários para famílias desalojadas, conforme relatos oficiais. A situação coloca pressão sobre o sistema de saúde e de educação local.
A carga trazida de Panamá beneficia cerca de 100 mil pessoas, somada ao material que chegará de Copenhague. O objetivo é reduzir deficiências imediatas de água potável, saneamento e cuidados médicos.
O Unicef aponta a necessidade de US$ 52 milhões para responder à emergência, dentro do Plano de Ação Humanitária para Crianças da Venezuela 2026, orçado em US$ 137,6 milhões. A organização já destinou US$ 3,5 milhões em recursos próprios.
A manutenção da resposta depende de financiamento adicional nas próximas semanas, com apoio contínuo de parceiros internacionais para ampliar a assistência a crianças e famílias afetadas.
Entre na conversa da comunidade