Após quase 30 anos de mistério, o corpo congelado conhecido como Green Boots foi identificado. A Polícia de Fronteira Indo-Tibetana (ITBP) confirmou que os restos pertencem a Dorje Morup, de 47 anos, parte de uma expedição da instituição ao Everest em 1996. A identidade foi estabelecida por meio de teste de DNA.
Morup integrava uma equipe de seis integrantes que tentava o cume pela face norte em 10 de maio de 1996. Uma tempestade atingiu a montanha, e três alpinistas abandonaram a subida, enquanto Morup, Tsewang Paljor e Tsewang Samanla seguiram adiante. Os três desapareceram, e o desastre matou mais oito escaladores.
O corpo foi deixado na região conhecida como zona da morte, acima de 8 mil metros, pela impossibilidade de resgates na ocasião. O frio preservou o cadáver, que passou a ficar famoso pela emerald botas verdes. Milhares de montanhistas passaram a usar o local como referência na rota nordeste.
Contexto histórico e desdobramentos
Em 2014, relatos indicaram o desaparecimento do corpo, levando a especulações sobre remoção ou enterro. Nepal e China negaram operações de retirada na época. Anos depois, surgiram relatos de que os restos continuavam no local, mas em posição diferente.
A remoção de corpos no Everest é uma operação de alto risco, devido à altitude e ao peso do cadáver congelado. Estima-se que cerca de 200 corpos permaneçam nas encostas da montanha. A confirmação de Morup abre caminho para a retirada formal dos restos pela família, conforme anunciada pelas autoridades indianas.
Próximos passos
Caso a operação de resgate seja confirmada, as autoridades pretendem organizar a retirada do corpo da zona de alto risco para retorno à família de Dorje Morup. O desfecho encerraria um capítulo marcante da história do Everest e de sua simbologia para alpinistas de todo o mundo.
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