Milhares de iranianos lotaram o complexo de orações ao ar livre de Teerã neste sábado para acompanhar a exibição do caixão do aiatolá Ali Khamenei. Ele morreu em fevereiro, durante os primeiros ataques da guerra entre EUA, Israel e Irã. A cerimônia marca o início de uma semana de procissões organizadas pelo governo.
O caixão ficou exposto sob vidro, ao lado dos túmulos de sua filha, do genro, da nora e da neta de 14 meses, todos mortos no mesmo ataque. Familiares de Khamenei não foram detalhados pela cobertura, mas o funeral envolve a figura do filho e sucessor, Mojtaba, que não apareceu em público desde a assunção.
A preparação para o enterro enfrentou o atraso necessário para manter o rito dentro das normas religiosas, já que o islamismo recomenda o sepultamento em até um dia após a morte. O adiamento ocorreu em função da guerra e do risco de realizar a cerimônia com segurança. O enterro só foi possível após a entrada em um acordo de trégua temporário entre as partes envolvidas.
Segundo a BBC, uma multidão de apoiadores do regime saiu às ruas para entoar slogans contra os Estados Unidos e o ex-presidente Donald Trump, em tom de vingança pelo assassinato do líder. As ruas de Teerã foram mobilizadas para as próximas etapas do ritual fúnebre.
Programação do funeral
O governo planeja mobilizar milhões de pessoas nos próximos dias, com apoio logístico de transporte, alimentação e hospedagem. O calendário oficial prevê:
- 2.jul.2026: revelação pública do caixão à noite.
- 3.jul.2026: o caixão fica em câmara no salão dedicado ao aiatolá Ruhollah Khomeini, permanecendo até 5.jul.
- 6.jul.2026: procissão principal no centro de Teerã.
- 7.jul.2026: traslado para Qom, centro hierárquico xiita.
- 8.jul.2026: seguir para o Iraque, com cerimônias em Najaf e Kerbala.
- 9.jul.2026: retorno ao Irã, com procissão final em Mashhad, próximo ao túmulo do imã Reza.
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