Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Igreja Católica na China fica subordinada ao Partido Comunista

O PCCH controla a administração da Igreja na China por meio da Associação Patriótica Católica Chinesa, gerando distanciamento com o Vaticano e igrejas clandestinas

Na imagem, igreja de São José em Pequim, uma das 4 igrejas católicas na capital chinesa
0:00
Carregando...
0:00

A Igreja Católica na China funciona sob controle do Partido Comunista, não diretamente pelo Vaticano. Há quase 70 anos, a autoridade administrativa das igrejas e a indicação de bispos ficam com a Associação Patriótica Católica Chinesa, vinculada ao PCCH. O distanciamento entre Vaticano e igreja chinesa persiste.

A CCPA foi criada na década de 1950, após o PCCH consolidar o regime na China. O objetivo, segundo a própria instituição, é unir clero e leigos sob a liderança do Partido, respeitando a constituição e as leis nacionais. A relação com a Santa Sé é de cooperação condicionada.

A resposta papal veio em 1958, com uma encíclica que descreveu a CCPA como uma farsa para promover o ateísmo entre os fiéis. A carta condenou a instituição por suposto subterfúgio patriótico para afastar a fé de seus seguidores.

Parte dos católicos chineses não reconhece a autoridade da CCPA, o que gerou igrejas clandestinas ligadas ao Vaticano. Também houve criação de uma rede oficial de templos sob o controle do Estado, com membros que preferem manter a fidelidade ao Vaticano.

Entre 2018 e 2024, houve um acordo provisório com o Vaticano para unificar as igrejas, mantendo o poder de veto papal sobre as ordens episcopais. O pacto foi renovado por quatro anos, garantindo aprovação prévia de bispos indicados pela CCPA.

O episódio mais recente de tensão envolveu o bispo Joseph Zhang Weizhu, destituído e preso em 2021 por não ser registrado. Em 2025, o Papa Leão 14 autorizou a substituição dele pelo bispo Francis Li Jianlin, indicado pela CCPA, marcando a continuidade da prática de supervisão estatal.

Contexto religioso na China

A CCPA é uma das sete organizações religiosas oficiais subordinadas à Administração Nacional de Assuntos Religiosos. Além da Igreja Católica, o governo supervisiona as atividades de cristãos protestantes por meio de dois conselhos oficiais. Prega-se, porém, com frequência, que muitos locais seguem formas não sancionadas.

Não sancionadas, as chamadas igrejas clandestinas são alvo de operações policiais em alguns casos. Relatos de 2025 indicam prisões de pastores e funcionários que atuam fora do controle estatal, com risco de prisão.

Estimativas apontam que a China abriga uma das maiores populações cristãs do mundo. Pesquisas oficiais e de institutos independentes sugerem dezenas de milhões de fiéis, com números variando conforme a metodologia.

Fontes oficiais indicam que a Cina mantém uma política de liberdade religiosa condicionada a controle estatal. A comunidade cristã no país continua crescendo, mesmo com o regime de supervisão e restrições, refletindo uma divisão entre setores leais ao Vaticano e setores sob supervisão estatal.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais