Milhares de fiéis participaram neste sábado em Teerã do funeral público de Ali Khamenei, guia supremo do Irã. O caixão com seus restos mortais ficou exposto na Grande Mosalla, em meio a cânticos religiosos e pedidos de retaliação. O funeral deve durar seis dias.
A cerimônia ocorre quatro meses após a morte de Khamenei, em ataques atribuídos a Israelo‑americanos. Autoridades iranianas estimam a participação de cerca de 20 milhões de pessoas durante as várias etapas do cortejo e das homenagens.
Familiares próximos do líder, incluindo electes da família, estão sinalizados como presentes, com a presença de alta oficialidade do país. O chefe da Guarda Revolucionária reaparece publicamente pela primeira vez desde o início do conflito.
Segurança e logística
O centro de Teerã foi transformado em fortaleza para o evento, com numerosos controles policiais e proteção reforçada. Ao mesmo tempo, o regime abriu as portas à imprensa internacional para mostrar imagens da cidade e da devoção popular ao guia.
Mais de 400 tendas da ONG Crescente Vermelho foram instaladas para acolher fiéis vindos de todo o país. Caminhões-pipa auxiliam no combate ao calor, com temperaturas previstas acima de 35°C durante o período de sepultamento.
Roteiro do funeral
O caixão permaneceu exposto dia e noite na Mosalla até segunda-feira, quando segue uma procissão pelas ruas de Teerã. Em 9 de julho, os restos mortais são enterrados em Mashhad, cidade natal de Khamenei, no nordeste do Irã.
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