O segundo dia do funeral público do aiatolá Ali Khamenei ocorreu neste domingo, 5 de julho de 2026, em Teerã. Milhares de pessoas se reuniram na Grande Mosalla, vinda de todo o país, para uma oração em homenagem ao guia supremo falecido. A cerimônia durou cerca de dez minutos e foi conduzida por Ja’far Sobhani, aiatolá de 97 anos de Qom.
Participaram da cerimônia autoridades proeminentes do Irã, entre elas o presidente Massoud Pezeshkian, o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf e o general Esmaïl Qaani. Três filhos do aiatolá, Mostafa, Meysam e Masoud, rezaram ao lado do caixão. Mojtaba Khamenei, o novo guia supremo, não compareceu.
A ausência de Mojtaba gerou curiosidade entre fiéis que prestavam homenagens. Segundo relatos locais, o herdeiro designado não tem aparecido em público desde o bombardeio de 28 de fevereiro que tirou a vida do pai e de outros familiares próximos. Ao longo da manhã, fiéis relatavam espera pela presença dele.
Desdobramentos e contexto
O funeral atraiu grande aglomeração em Teerã e mobilizou ruas do entorno da Grande Mosalla. Bandeiras, retratos do líder falecido e mensagens de luto foram exibidos pelos presentes, com refrescos oferecidos pela temperatura acima de 35°C. Autores religiosos e fiéis comentaram a comoção e a percepção de continuidade do legado.
Domingo e segunda-feira, 6 de julho, foram declarados feriados nacionais para facilitar a participação popular. Autoridades estimam que entre 15 a 20 milhões de pessoas devem acompanhar as cerimônias em Teerã. Ao final das celebrações, o caixão de Khamenei deverá seguir para Qom e, posteriormente, ao Iraque, com o sepultamento previsto em Mashhad, na quinta-feira, 9 de julho.
A cerimônia encenada busca demonstrar unidade diante de negociações internacionais em curso e de um protocolo de acordo com os Estados Unidos, anunciado no mês passado. O funeral ocorre após mais de três décadas de influência do falecido líder nas decisões de Estado iranianas.
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