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Rússia ameaça atacar alvos britânicos, e Trump minimiza risco à Otan

Porta-voz de Putin afirma que Londres é cúmplice de "terrorismo"; Reino Unido forneceu tecnologia militar para Ucrânia

Kremlin de Moscou com a Torre Spasskaya, muralhas vermelhas e cúpula do Senado ao fundo, na Praça Vermelha, na Rússia.
Porta-voz do governo de Vladimir Putin afirmou que Londres está “a um passo” de se tornar cúmplice de “terrorismo” contra russos (Dmitry Ant/Unsplash)

Nesta quinta-feira (27), a Rússia afirmou que pode atacar alvos militares britânicos dentro e fora da Ucrânia em resposta ao uso de mísseis de cruzeiro de longo alcance fornecidos pelo Reino Unido.

Nesta quinta-feira (27), a Rússia afirmou que pode atacar alvos militares britânicos dentro e fora da Ucrânia em resposta ao uso de mísseis de cruzeiro de longo alcance fornecidos pelo Reino Unido.

A advertência foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, durante uma coletiva de imprensa em Moscou. A declaração marcou uma das ameaças mais duras do Kremlin contra um país integrante da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Zakharova afirmou que Londres está “a um passo” de se tornar cúmplice de “terrorismo” contra civis russos. Segundo ela, a postura britânica pode gerar “consequências catastróficas” caso o Reino Unido não mude de posição.

A porta-voz também pediu que a liderança britânica abandone o que classificou como uma linha “hostil e agressiva”, sob risco de elevar o conflito a um novo patamar.

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Reino Unido mantém apoio à Ucrânia

Em resposta, um porta-voz do Ministério da Defesa britânico afirmou que Londres está ao lado da Ucrânia e seguirá fornecendo equipamentos para que Kiev se defenda da invasão russa.

O representante britânico disse que a Rússia não deve ter dúvidas sobre a determinação do governo do Reino Unido de se opor à agressão russa, tanto na Ucrânia quanto contra Londres e seus aliados.

Analistas ocidentais avaliam que o tom da ameaça russa reflete irritação de Moscou com a decisão britânica de permitir que Kiev tenha acesso a tecnologia confidencial para iniciar a produção própria de mísseis Storm Shadow.

O anúncio foi feito na segunda-feira (24). No mesmo dia, o Kremlin acusou o Reino Unido de “jogar lenha na fogueira” ao ampliar a cooperação militar com a Ucrânia.

Trump minimiza risco de ataque à Otan

Em meio à escalada de declarações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, não atacará nenhum país da Otan.

“Ele não vai atacar um território de Otan”, disse Trump a repórteres no Salão Oval.

Trump também minimizou notícias de que o diretor da CIA, John Ratcliffe, teria feito alertas a autoridades russas sobre o tema no início da semana.

+Rússia nega que diretor da CIA se encontrou com Putin

Em entrevista por telefone à Axios, o presidente americano afirmou que Ratcliffe não foi enviado a Moscou para transmitir uma mensagem específica.

“Ratcliffe se encontra com seu homólogo russo uma vez a cada seis meses ou uma vez por ano. Eles têm um ótimo relacionamento. Não houve nenhuma mensagem e não houve nada de incomum”, disse Trump.

Autoridades de inteligência europeias e norte-americanas monitoram há anos ações atribuídas à Rússia na chamada “zona cinza”, como sabotagens, ataques cibernéticos e operações de influência. Esses episódios costumam mirar a unidade da Otan e a disposição de seus integrantes em apoiar a Ucrânia contra a agressão russa.

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