O número de mortos após a avalanche que atingiu o Himalaia na semana passada chegou a 1.003 nesta terça-feira (1º). Outras 4.462 pessoas continuam desaparecidas no Nepal e na região autônoma chinesa do Tibete.
O número de mortos após a avalanche que atingiu o Himalaia na semana passada chegou a 1.003 nesta terça-feira (1º). Outras 4.462 pessoas continuam desaparecidas no Nepal e na região autônoma chinesa do Tibete.
Segundo as autoridades dos dois países, 987 mortes foram registradas no Nepal e 16 na China. O desastre ocorreu após o colapso de uma geleira provocar um grande deslizamento de terra que atingiu vilarejos e áreas de infraestrutura.
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No Nepal, as equipes concentram as buscas em túneis onde cerca de 100 trabalhadores podem estar abrigados. Socorristas utilizam explosivos, equipamentos de perfuração e escavadeiras para acessar os locais, mas, até agora, apenas alguns corpos foram retirados.
“Concentramos nossos esforços nos túneis, nosso trabalho continua”, afirmou à AFP o porta-voz do Exército nepalês Raja Ram Basnet.
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Especialistas da Índia, China e Coreia do Sul também participam das operações. No distrito de Nuwakot, equipes trabalham na retirada de lama e escombros de vilarejos atingidos.
No lado chinês, mais de 2 mil socorristas estão mobilizados nas buscas e na recuperação das comunicações. Os trabalhos também tentam reabrir a estrada que leva ao posto fronteiriço entre China e Nepal, em Gyirong.
Mais de 4 mil seguem desaparecidos
Dos 4.462 desaparecidos, 3.916 estão no Nepal e 546 no Tibete. Entre eles estão centenas de turistas, peregrinos e trabalhadores estrangeiros.
Somente no Nepal, 639 funcionários de usinas hidrelétricas e obras de barragens ainda não foram localizados.
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Na Índia, autoridades do estado de Uttar Pradesh recuperaram 17 corpos em um rio localizado a dezenas de quilômetros da área atingida. O processo de identificação das vítimas foi iniciado.
Com os necrotérios lotados, o governo nepalês autorizou o sepultamento de algumas vítimas antes da identificação formal, por razões sanitárias.
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Em Katmandu, familiares de desaparecidos colocam fotografias em um muro do hospital universitário em busca de informações.
No Tibete, cerimônias em homenagem às vítimas foram realizadas nesta terça-feira. Grupos independentistas tibetanos acusam o governo chinês de minimizar o número de mortos, enquanto Pequim rejeita as acusações e afirma ser alvo de uma campanha de difamação.
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