Os Estados-membros da União Europeia fecharam um acordo para desbloquear € 6,6 bilhões (US$ 7,5 bilhões) em recursos do bloco voltados ao apoio militar à Ucrânia. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (25) pela chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.
Os valores sairão do Fundo Europeu para a Paz, usado pelos governos da UE para financiar assistência militar a nações de fora do bloco. Ele também serve para ressarcir os países-membros pelo apoio militar que já forneceram.
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Segundo publicação de Kallas no X, €900 milhões irão para a missão de assistência militar da UE à Ucrânia, e €1 bilhão vai custear novas compras conjuntas de equipamentos.
Os €4,7 bilhões restantes serão usados para reembolsar os países do bloco. Parte deles já indicou que pretende repassar sua fatia a Kiev, de acordo com a representante europeia.
“Essa é uma boa notícia para a Ucrânia e uma má notícia para a Rússia”, declarou Kallas. “Os ataques híbridos de Moscou tentam intimidar a Europa para que reduza seu apoio à Ucrânia. A Europa está fazendo o contrário.”
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O dinheiro reservado aos ucranianos estava parado no fundo havia meses. O bloqueio partiu, num primeiro momento, do governo anterior da Hungria, comandado pelo então primeiro-ministro Viktor Orbán, que mantém boa relação com Moscou.
Ainda não se sabe ao certo quanto do montante liberado pelo acordo desta sexta chegará diretamente à Ucrânia. Cada governo do bloco vai definir que parcela do reembolso recebido será aplicada em nova ajuda militar a Kiev.
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