O documentário 20 Days in Mariupol, filmado pelo repórter Mstyslav Chernov durante o cerco russo à cidade ucraniana em fevereiro e março de 2022, apresenta uma realidade brutal. Disponível no Amazon Prime, o filme, indicado ao Oscar, não é uma experiência agradável, mas necessária. Desde o início, a dor é palpável, com a morte da […]
O documentário 20 Days in Mariupol, filmado pelo repórter Mstyslav Chernov durante o cerco russo à cidade ucraniana em fevereiro e março de 2022, apresenta uma realidade brutal. Disponível no Amazon Prime, o filme, indicado ao Oscar, não é uma experiência agradável, mas necessária. Desde o início, a dor é palpável, com a morte da pequena Evangelina, de quatro anos, e de Kiril, de apenas dezoito meses, evidenciando a tragédia humana.
Chernov, que permaneceu em Mariupol quando outros jornalistas partiram, narra a devastação da cidade em um tom quase sussurrante. Ele documenta o medo e a desesperança dos civis, que se refugiam em abrigos, temendo os bombardeios. O filme retrata cenas impactantes, como uma mulher grávida, Irina Kalinina, sendo levada após um ataque a um hospital, e homens enterrando corpos em valas comuns, refletindo a desolação e a luta pela sobrevivência.
Durante os vinte dias de cerco, Chernov conseguiu enviar breves vídeos para a Associated Press, que tiveram grande repercussão mundial. O documentário termina com sua saída da cidade em ruínas, levando consigo um material valioso que poderia ter sido confiscado. A tentativa de Moscou de desacreditar o repórter falhou, pois a honestidade e a crueza das imagens falam por si.
A obra também levanta questões sobre a indiferença global em relação a conflitos, alertando que a paciência de líderes como Putin pode ser decisiva. A falta de atenção do Ocidente em relação à Ucrânia, em meio a outras crises, pode resultar em consequências ainda mais sombrias. A mensagem é clara: a indiferença é um dos maiores inimigos em tempos de guerra.
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