Na manhã desta terça-feira, 14 de janeiro de 2024, a Operação Kairos resultou na prisão de quatorze pessoas no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, acusadas de comercializar anabolizantes e substâncias ilegais, incluindo produtos tóxicos como repelentes de insetos. A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) e pelo Ministério […]
Na manhã desta terça-feira, 14 de janeiro de 2024, a Operação Kairos resultou na prisão de quatorze pessoas no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, acusadas de comercializar anabolizantes e substâncias ilegais, incluindo produtos tóxicos como repelentes de insetos. A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), com apoio da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Ao todo, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e oito mandados de medidas cautelares.
As investigações, que começaram em julho de 2024, revelaram que a quadrilha movimentou cerca de R$ 80 milhões e enviava anabolizantes para 26 estados brasileiros. Os produtos eram fabricados clandestinamente, sem fiscalização, e vendidos em plataformas online e redes sociais. O grupo é acusado de associação criminosa, falsificação e crimes contra a saúde pública, com 23 pessoas denunciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Durante a operação, foram apreendidas mais de 2 mil substâncias ilícitas, resultando em um prejuízo de R$ 500 mil ao grupo. Entre os produtos encontrados estavam embalagens de anabolizantes e medicamentos falsificados, que eram produzidos em uma gráfica em Taguatinga, DF. O proprietário da gráfica é investigado, mas não foi preso, pois estava fora do estado.
Os denunciados, incluindo o principal alvo, Miguel Barbosa de Souza Costa Júnior, conhecido como “Boss”, e sua esposa, foram encontrados em uma mansão em São Gonçalo. O grupo patrocinava eventos de fisiculturismo e remunerava influenciadores digitais para promover suas marcas, recebendo até R$ 10 mil mensais por divulgação. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e revendedores do esquema criminoso.
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