O estado de São Paulo enfrenta um surto de dengue em 2025, levando 21 municípios a declararem emergência de saúde pública nas últimas semanas. Até agora, apenas nove cidades receberam vacinas do Ministério da Saúde desde a remessa de dezembro de 2024. As cidades em emergência incluem Dirce Reis, Espirito Santo do Pinhal e São […]
O estado de São Paulo enfrenta um surto de dengue em 2025, levando 21 municípios a declararem emergência de saúde pública nas últimas semanas. Até agora, apenas nove cidades receberam vacinas do Ministério da Saúde desde a remessa de dezembro de 2024. As cidades em emergência incluem Dirce Reis, Espirito Santo do Pinhal e São José do Rio Preto, que registrou 30 mil casos desde o ano passado. A situação é crítica, com 5.783 casos confirmados em janeiro e 36 mortes sob investigação.
Glicério, com apenas 4.084 habitantes, é uma das cidades mais afetadas, contabilizando 78 casos de dengue. A prefeitura implementou medidas urgentes, como nebulização e visitas domiciliares para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti. Araçatuba, embora não tenha declarado emergência, também enfrenta um alto número de casos, com 1.334 ocorrências em uma população de quase 740 mil. O secretário de Saúde local reconhece a gravidade da situação, mas ainda não considera necessário um decreto de emergência.
O Ministério da Saúde, por meio da ministra Nísia Trindade, anunciou a instalação do Centro de Operações de Emergência para dengue e outras arboviroses. O governo adquiriu 9,5 milhões de doses de vacina para 2025, destinadas a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Em São Paulo, foram notificados 578 casos de dengue, mas a prefeitura afirma que a situação não é alarmante devido à grande população da capital, que ultrapassa 20 milhões de habitantes.
Em São José do Rio Preto, o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde, Rivaldo Cunha, se reuniu com autoridades locais para discutir ações de controle das arboviroses. O município registrou 35,9 mil casos de dengue e 17 óbitos em 2024. A importância da atuação dos Agentes de Combate às Endemias foi enfatizada, destacando que a responsabilidade pela eliminação de criadouros é coletiva. A população é incentivada a buscar atendimento médico ao apresentar sintomas da doença.
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