As forças de segurança do Rio de Janeiro retiraram mais de sete mil toneladas de barricadas em comunidades dominadas por facções criminosas em 2024. O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, destacou que a Polícia Militar é a única do Brasil com um núcleo específico para essa tarefa, utilizando equipamentos de construção civil. A declaração […]
As forças de segurança do Rio de Janeiro retiraram mais de sete mil toneladas de barricadas em comunidades dominadas por facções criminosas em 2024. O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, destacou que a Polícia Militar é a única do Brasil com um núcleo específico para essa tarefa, utilizando equipamentos de construção civil. A declaração foi feita durante uma coletiva sobre a Operação Torniquete, realizada no conjunto de favelas do Alemão, onde a polícia também atacou o esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho.
Na operação, três suspeitos foram mortos e treze pessoas foram presas. Um policial do Bope ficou ferido, e os agentes enfrentaram barricadas e obstáculos, como um trilho de trem improvisado. Santos enfatizou que a retirada das barricadas é crucial, pois representam uma limitação territorial imposta pelos criminosos, que buscam afirmar seu domínio sobre as áreas. Ele afirmou que, apesar de parecer um esforço sem fim, a ação é necessária para restabelecer a presença do Estado.
Além das barricadas, a operação revelou o poder financeiro do tráfico na região, com a descoberta de seis casas de luxo pertencentes a traficantes. Uma delas, de Luciano Martiniano da Silva, conhecido como Pezão, possui piscina, academia e cinema. Pezão está foragido desde 2009. Outras casas pertencem a traficantes identificados como Professor e Panda, que também possuem imóveis luxuosos com diversas comodidades.
Em um contexto de crescente violência, ao menos nove pessoas foram baleadas ou agredidas por traficantes em 2024 ao entrarem por engano na favela da Cidade Alta. Um motorista de aplicativo e sua passageira foram rendidos após desviarem de uma barricada. Outros casos resultaram em feridos e desaparecidos, destacando o risco enfrentado por quem passa pelas vias expressas ao redor das favelas. O tráfico na região é controlado pelo Terceiro Comando Puro, liderado por Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, que possui um extenso histórico criminal.
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