O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou preocupação com a trajetória da dívida pública brasileira em entrevista à CNN, afirmando que essa é uma prioridade do Ministério da Fazenda. Ele destacou que o governo espera um déficit primário de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, ressaltando que, antes de gastos extraordinários, as projeções […]
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou preocupação com a trajetória da dívida pública brasileira em entrevista à CNN, afirmando que essa é uma prioridade do Ministério da Fazenda. Ele destacou que o governo espera um déficit primário de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, ressaltando que, antes de gastos extraordinários, as projeções de mercado indicavam um déficit de 0,8%. Haddad também defendeu os investimentos feitos no Rio Grande do Sul, que totalizaram cerca de R$ 40 bilhões, em resposta à tragédia que afetou o estado.
Durante a entrevista, Haddad abordou a questão da dominância fiscal, afirmando não acreditar que o Brasil esteja nesse cenário, onde a política monetária não consegue conter a inflação devido a gastos excessivos. Ele mencionou que a taxa básica de juros deve chegar a 14,25% em março, e reconheceu a insatisfação do mercado com as medidas fiscais do governo, mas considerou que houve exageros nas reações. O ministro também comentou sobre a necessidade de um diálogo mais eficaz com investidores para esclarecer as ações do governo.
Haddad criticou as fake news relacionadas à taxação do PIX, atribuindo parte da desinformação ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seu partido, o PL. Ele afirmou que a oposição tem agido de forma agressiva contra o Estado e que a construção de um governo eficiente é um desafio. O ministro também anunciou a revogação de uma norma da Receita Federal que gerou confusão sobre a fiscalização de transações via PIX, garantindo que não haverá taxação sobre esse sistema.
Por fim, Haddad revelou que o governo está trabalhando em uma reforma do Imposto de Renda, que deve ser apresentada ao Congresso em 2025. A proposta inclui a ampliação da faixa de isenção para R$ 5 mil e a criação de um imposto mínimo para rendas superiores a R$ 50 mil mensais. O ministro enfatizou que a reforma busca tornar o sistema tributário mais justo e progressivo, garantindo que todos contribuam de maneira adequada.
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