O Aterro Sanitário Ouro Verde, localizado em Padre Bernardo (GO), na divisa com o Distrito Federal, passou por uma visita técnica em 2024, realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Universidade de Brasília (UnB). O empreendimento enfrenta uma ação civil do Ministério Público de Goiás (MPGO) e do Ministério Público […]
O Aterro Sanitário Ouro Verde, localizado em Padre Bernardo (GO), na divisa com o Distrito Federal, passou por uma visita técnica em 2024, realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Universidade de Brasília (UnB). O empreendimento enfrenta uma ação civil do Ministério Público de Goiás (MPGO) e do Ministério Público Federal (MPF), que investigam os impactos ambientais alegadamente causados pelo aterro, incluindo vazamentos de chorume e contaminação de recursos hídricos e fauna local.
Desde 2016, o MPGO monitora o aterro, que opera em uma área de mais de 10 hectares, sem os estudos ambientais necessários. O MPGO já recebeu diversas denúncias, levando à proposição de ações civis públicas e embargos. Em 2018, a Justiça embargou as atividades do aterro, mas uma liminar permitiu sua continuidade até que uma alternativa ambientalmente adequada fosse identificada. A promotora Flávian Cristiane Viga destacou que o aterro opera sem licença ambiental.
Durante a vistoria, foram constatados vazamentos de chorume no solo, afetando o Córrego Santa Bárbara. O relatório inicial do ICMBio indicou que o aterro degrada recursos hídricos na região e opera em uma Área de Preservação Ambiental (APA), o que pode comprometer a água potável da capital federal. O aterro recebe entre 130 a 150 toneladas de lixo por dia, e o ICMBio solicitará prorrogação de prazo para a coleta de amostras de água, incluindo períodos chuvosos.
A advogada do aterro, Larissa Dutra, afirmou que a liminar permite a continuidade das atividades e que ainda não foram apresentados resultados concretos do ICMBio. O engenheiro ambiental Ramon Baptista da Cruz defendeu que o aterro opera dentro dos parâmetros legais e que não há provas de danos ambientais. O futuro do aterro depende do andamento do processo na Justiça Federal, que está na fase pericial.
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