Pelo menos 242 milhões de estudantes em 85 países enfrentaram interrupções nos estudos em 2024 devido a eventos climáticos extremos, como ciclones e inundações, segundo um estudo do Unicef divulgado em 22 de fevereiro. No Brasil, 1,1 milhão de crianças deixaram de frequentar as aulas, principalmente por causa de enchentes. O relatório aponta que as […]
Pelo menos 242 milhões de estudantes em 85 países enfrentaram interrupções nos estudos em 2024 devido a eventos climáticos extremos, como ciclones e inundações, segundo um estudo do Unicef divulgado em 22 de fevereiro. No Brasil, 1,1 milhão de crianças deixaram de frequentar as aulas, principalmente por causa de enchentes. O relatório aponta que as ondas de calor foram o principal fator para o fechamento de escolas, afetando mais de 118 milhões de alunos em abril.
A região mais impactada foi o sul da Ásia, com 128 milhões de estudantes prejudicados, seguida pela Ásia Oriental e Pacífico, onde 50 milhões sofreram interrupções. Na África, o fenômeno El Niño intensificou as condições climáticas, resultando em chuvas intensas e secas severas. O relatório destaca que 74% dos afetados estavam em países de baixa e média renda, mas todos os continentes foram impactados.
Em setembro, chuvas torrenciais na Itália afetaram mais de 900 mil alunos, e em outubro, a Espanha registrou interrupções para 13 mil crianças. Para mitigar esses impactos, o Unicef pede investimentos em escolas resilientes e a inclusão da educação climática nos currículos. Em Moçambique, foram construídas mais de 1.150 salas de aula resistentes a desastres naturais.
O estudo também alerta que as interrupções escolares têm um alto custo para a infância, especialmente em contextos frágeis, onde as crianças podem ser expostas a riscos como trabalho infantil e casamento precoce. O relatório enfatiza a necessidade de aumentar a resiliência das infraestruturas escolares e incorporar conteúdos sobre mudanças climáticas na educação, destacando a importância da participação dos jovens nesse processo.
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